29 de julho de 2015

Eu estou... Amadurecendo?


O que é amadurecer?
Quando eu era bem pequenininha, me diziam que amadurecer era ter minha primeira menstruação.
Eu não me senti madura por sangrar durante 5 dias todo mês.
Na tão famosa pré-adolescência, me foi dito que eu amadureceria quando tivesse meu primeiro namorado.
Mas eu também não me senti madura ao me envolver com outra pessoa. Eu me senti devastada, esquisita...
Então me disseram que eu seria madura quando entrasse no Ensino Médio.
Foi a terceira vez que concluí que aquilo não era amadurecer.
Eu tinha espinhas, mas também continuava com minhas brincadeiras de criança. Beijava na boca, mas preferia mil vezes dar risadas com meus amigos.
Afinal, o que é amadurecer?
"Calma", me aconselharam, "Você vai amadurecer quando completar a maior idade".
Eu sonhei com meus dezoito anos por um bom tempo. Desejei logo que chegassem e fazia planos para quando, em fim, eu amadureceria. Até o dia chegar.
Nada ficou diferente.
Decidi que ia desistir dessa ideia louca de "amadurecer". Parecia historinha para criança dormir. Fechei essa caixinha na minha mente e decidi viver só por viver, sem pensar num rótulo para mim.
Alguns meses depois ouço da boca de minha mãe a seguinte frase: "Você não tem ideia de como amadureceu, filha. Está mudada e toma atitudes de uma mulher."
Eu congelei.
Então era isso? Amadurecer era ser simplesmente eu mesma, sem toda aquela pressão de formar uma identidade e toda aquela baboseira de me esforçar para alegrar os outros?
Eu só precisava ser eu?
Repensei minha atitudes e tudo que tinha passado por todos esses anos. Os choros, as brigas, as amizades perdidas, as novas amizades, os estilos diferentes, os sonhos diferentes...
Então, penso eu, que amadurecer é na verdade superar tudo que aconteceu no passado e se encontrar em você mesmo.
Amadurecer, é aprender com a vida.

Texto por Ruama Gomes



23 de julho de 2015

Filmes Para Assistir Nas Férias

Hello marshmallows!

Hoje percebi - enquanto assistia Mad Max -, que muitos de vocês estão passando as férias como eu, sentados com a bundinha no sofá e os olhos vidrados na TV. Mas também percebi, olhando nas redes sociais, que vocês amam saber o que os outros estão assistindo.
Admito que eu quase não vivo, porque sempre estou lendo ou assistindo filmes e séries. Mas selecionei alguns dos filmes que mais curti durante as férias (que começaram em junho), e decidi deixar livre para vocês.

Obs: Nem todos são de 2015, muito menos lançamentos.

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (duh)

Gênero: Ação, Ficção Científica

Filme sensacional e cheio de ação (cheio mesmo). 
Quem acha que por não ter assistido os 3 primeiros não vai entender nada... Get over yourself. O filme, mesmo sendo uma "continuação", pode sim ser visto e entendido por si. É claro que quem conhece toda história vai vivenciar algumas citações, de modo diferente. Mas e daí?
Achei um baita filmaço, com uma produção bem irada e um roteiro que não te deixa saber o que acontece em seguida. Gostei muito e indico para os amantes de ação e ficção. 

LAST SURVIVORS
Gênero: Thriller/Terror

Assistir a esse filme foi tanto sensacional quanto intrigante. A história é toda em volta de uma seca que ocorreu numa região do mundo, onde um barão tomou posse de todos os poços de água. Existem pequenos poços de água que ainda não foram encontrados, pela região, e uma adolescente precisa lutar para viver e proteger seu poço. 
Não dá pra falar muito sem mandar o spoiler, né...
O filme é um pouco violento e tem um suspense bem legalzinho.

FREQUENCIES
Gênero: Sci-fi, Romance

O filme é uma loucura de bom!
Deixo logo de primeira, a seguinte dica: Se você não curte filmes que precisam de uma atenção redobrada e um pouco de raciocínio, esse não é o seu filme.
Não tem como uma pessoa como eu, explicar esse filme (oh, really?), então taco a sinopse.
"Frequencies está sendo anunciado como o primeiro romance científico-filosófico do mundo. Garoto encontra garota em um mundo não-muito-aqui, não exatamente agora, onde uma simples descoberta mudou para sempre toda a interação humana."

PAPER PLANES
Gênero: Família, Drama

Não me chamaria Ruama Gomes se não colocasse uns draminhas por aqui. Esse filme me tocou de um jeitinho meigo, então não posso falar que foi extremamente emocionante.
A história é até engraçadinha, porque envolve um menino de 11 anos que aprende, na escola, que consegue criar um avião de papel que voa longe. Você vê o Sam Worthington na capa, e acha que o filme é sobre ele... Não se engane. Ele faz um papel muito importante (e é a base do drama), mas a história é sobre o filho de seu personagem. 
O filme nos leva até Sydney, na Austrália, e depois até o Japão!
Achei um filminho bem leve pra quem não quer nada muito intenso. Ah, mas é claro que eu chorei.

CHEF
Gênero: Comédia, Drama

OK, EU ADMITO! Não assisti esse filme nas férias. Mas gostei tanto dele, que não podia deixar de compartilhar com vocês.
É um daqueles filmes pra você sentar com a família e aproveitar. Tem uma jornada divertida e até um tiquinho dramática (quase nada). Pra mostrar que ele não tem aquele roteiro de comédia idiota, digo que minha mãe também amou (hehe). Acho que a sinopse explica bastante:
" Carl Casper (Jon Favreau) é o chef de um restaurante badalado de Los Angeles, mas volta e meia enfrenta problemas com o dono do local (Dustin Hoffman) por querer inovar no cardápio ao invés de fazer sempre os pratos mais pedidos pelos clientes. Um dia, um renomado crítico gastronômico (Oliver Platt) vai ao restaurante e publica uma crítica bastante negativa, baseada justamente no fato do cardápio ser pouco criativo. Furioso, Casper vai tirar satisfação com ele e acaba demitido. Pior: a briga vai parar na internet e se torna viral, o que lhe fecha as portas nos demais restaurantes. Sem saída, ele recebe a ajuda de sua ex-esposa (Sophia Vergara) para reiniciar a vida no comando de um trailer de comida."

THE WAVE/DIE WELLE
Gênero: Drama, Thriller 

Outro filme que quebra seu cérebro ao meio (de uma maneira muito boa). 
É alemão e... Gente, que filme BOM! Resumindo tudo, é sobre um professor que ministra um curso de uma semana de autocracia e faz uma pergunta muito importante em sua classe; É possível surgir uma nova ditadura na Alemanha moderna? 
A partir desse ponto, o professor decide ensinar da maneira mais "divertida", com a prática. E aí meus amigos... Só vendo pra saber o resto.
Tem violência SIM, e faz você ter acesso a uma "repetição" de histórias já conhecidas por nós.
Se você curte filmes desse tipo, vai fundo!

THE LONGEST RIDE
Gênero: Drama, Romance

Eita nós! É claro que eu assisti Uma Longa Jornada, e quer saber? EU AMEI.
Sou amante dos dramas, e principalmente aqueles que são adaptações dos livros do Nicholas Sparks. Então aí vai o drama das minhas férias. É cheio de falas fofinhas, aqueles acontecimentos que te irritam, casais do passado, e o mais OTP da vida! 
Eu amaria ter um cowboy aos meus pés.


 É isso aí. Esses foram os filmes que assisti nas férias e curti (porque alguns eu joguei diretamente para a lixeira mental), e espero que vocês tenham gostado.
Beijos da Tia Ruuh. 

9 de julho de 2015

Resenha: Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara


Faz tanto tempo que não posto aqui que pareço ter perdido a prática.
Mas não vou usar esse post como uma carta de desculpas. Vamos direto à resenha.


Uma garota surge de repente no caminho da adolescente Piddy Sanchez para avisá-la de que Yaqui Delgado vai acabar com ela. Piddy acabou de mudar de escola e nem faz ideia de quem seja Yaqui, muito menos do que pode ter feito de tão errado para apanhar. Mas Yaqui sabe quem ela é, e a odeia.
Piddy Sanchez não tem descanso. Ser filha de uma imigrante cubana nos Estados Unidos e crescer sem pai já era bem difícil sem ter alguém a odiando. No ensino médio da nova escola, seu corpo atraente desperta tanto os olhares dos meninos quanto o da esquentada Yaqui, que começa atacando a novata com ameaças cruéis, mas demonstra ser capaz de muito mais que isso, tornando a vida de Piddy um verdadeiro inferno dominado pelo medo. Denunciar Yaqui não é uma opção. Fugir não adianta. O importante agora é sobreviver.
Adquiri o exemplar de YDQQASC (ô nomezinho longo), nas minhas caças pela Submarino. Sou muito tentada por livros que além de serem baratos, não são muito comprados. Porque na maioria das vezes isso só significa que eles não são tão divulgados ou são novos. Não tem nada a ver com bom ou ruim.
Eu olhei aquela capinha azul e dei meu clique.

O presságio do livro parece um pouco confuso e muito direto, não é? Mas o livro é assim mesmo. A história é narrada em primeira pessoa - já vamos nos aprofundar nisso -, e tem uma linguagem bem juvenil e de fácil entendimento.


Bom, Piddy é uma menina super normal, com uma mãe trabalhadora, uma amiga que se mudou, e para variar, está indo para um colégio novo. Ela é basicamente você e eu. O fato que me fez gostar mais desse livro, é que ele trabalha com o Bullying de uma maneira tão legal que às vezes você esquece que isso é um assunto tão delicado. 

Yaqui Delgado não é uma monstrenga com verruga na cara e pança de hipopótamo, e muito menos uma loira oxigenada com uma BMW. Eu acho que autora saiu muito da zona do clichê, e nos trouxe algo totalmente... normal.

Como vocês sabem, eu não costumo falar muito SOBRE a história, mas sim DA história. 

Tudo ocorre em New York, mas lá pro lado dos Queens, o que significa que você passa a conhecer uma das partes mais simples da cidade. Por lá vamos ver muitos latinos e até pensar "mas todo mundo é latino nessa budega?", e para falar a verdade, a maioria é sim.

E você me pergunta "Tia Ruuh, tem romance?". Acontece que Piddy não é uma louca por namorados e amores. Ela não se apaixona tão facilmente, mas... Ela acaba cedendo sim, para um garoto em sua vida. Acho que é a parte mais fofinha do livro.


A história deixa bem claro que o Bullying pode acontecer na vida de uma menina normal, como você. E as pessoas que praticam o Bullying, muitas das vezes, não precisam de algum motivo para a justificativa do ato. Piddy luta muito para descobrir o motivo de Yaqui a odiar tanto, e é uma coisa até engraçada. 
Como disse antes, às vezes você esquece que o livro está tratando de assunto delicado. Mas há momentos em que a coisa fica tensa, as mudanças se tornam aparentes e a graça acaba. A vida de Piddy vira de cabeça para baixo e ela não consegue lidar com tudo ao mesmo tempo.

Sobre a tradução do livro, eu fiquei um pouco chateada com a mudança repentina de narração em primeira pessoa, para a terceira. Acontece que não gosto de misturas e, para mim, foi falta de atenção na hora da tradução ou na hora da escrita da autora mesmo. Vai saber. Mas se você estiver bem situado, consegue passar por essas misturinhas sem se perder na história.


Há diversos personagens secundários que complementam a vida de Piddy, como Laila, Clara, Darlene, Mitzi, Joey e Rob (espero que você deixe para conhecer cada um e suas histórias, no livro). E é bem legal conhecer a história deles pelo que Piddy nos conta.

Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara, é um livro divertido, tenso, cheio de reviravoltas e muito perto da nossa realidade. Espero que se você tenha gostado corra atrás de obtê-lo, porque é um daqueles livros que abrange seus horizontes e te explica coisas que antes você não conseguia entender sobre determinado assunto (como a vida dos latinos nos Estados Unidos, e o tema principal, que é o Bullying).

O livro receberá 4 estrelinhas da Tia Ruuh!


Espero que tenham curtido.

18 de abril de 2015

Saindo da zona de conforto


Isso mesmo, eu saí das minhas quatro paredes.
Decidi aceitar um convite (da igreja), para visitar um parque em Teresópolis, mas devo admitir, eu não queria muito ir. Berrei e berrei dizendo que não me divertiria e preferia ficar em casa, mas minha mãe disse: "Ruama, leva a câmera e se diverte sozinha". Então eu pensei: "faz sentido!".

Acontece que como muitos de vocês sabem (ou não), eu não sou uma pessoa muito de sair e sempre viver na vida louca (deixando claro que eu não curto sair no Rio de Janeiro, mas amo viajar). Pra mim, então, isso foi como um pulo para frente, com os olhos vendados.
Fui na pura vontade de tirar fotos, já que sempre gostei de fotografia, mas comecei a colocá-la em prática há alguns meses. E querem saber? EU AMEI.

Não vou dizer que passei um grande tempo com as pessoas e conversando. Não, eu passei meu dia dentro da mata (hehe), procurando coisas que pudessem me inspirar e fazer meu dedinho apertar o shutter da câmera.
Eu vi animais novos, cores novas, sensações, cheiros... Eu nem posso descrever o quão bom foi ter me arriscado a sair da zona de conforto.

É bom, não é? Quando somos forçados a fazer algo que tememos, e no final, aquilo faz um bem danado. Claro que não é sempre que acontece, mas pelo que ouvi falar, é na maioria das vezes.
Ah pequenos, eu estava tão pra baixo e solitária, que nunca pensei em como a fotografia pode preencher esse vazio!

Não sei ao certo o motivo de ter começado esse post, mas eu precisava dizer o que estava sentindo, ou poderia explodir. E acho que com isso, eu deixo um pedacinho da minha alegria sempre comigo. Quem sabe eu não invista mais em sair da minha zona de conforto para criar e conhecer mais do mundo?

Você já saiu da sua zona? Como foi? O que você viu e conheceu?

Beijos da tia Ruuh.

9 de abril de 2015

Pensamento: Perdida

(EladeManu via Flickr)


Eu andei meio sumida. Meio perdida.
Muitas questões surgiram em minha mente, e o principal se tornou segunda opção.
Não é sempre, mas às vezes acontece. Você se vê em um lugar familiar, mas totalmente desconhecido, e se pergunta se está fazendo o certo ou está só... existindo?
Eu me vi em muitas situações, muitas vezes, onde só queria sumir, pular de um lugar bem alto e sentir o vento em meu rosto, até cair nas profundezas do mar. Isso não é pensamento suicida, é um pedido de espaço.

Pensei e pensei, mas não consegui achar outra solução. Eu precisava viver. Eu preciso viver. Mas não consigo aqui, pelo menos não agora. E talvez nunca.
Tentei explicar muitas vezes o que me passava, mas é tão difícil explicar algo que nem mesmo você consegue entender... então permaneci calada. Calada como fiquei por muito tempo, e com me nego a ficar agora.

Os sonhos acabam te acalçando, até mesmo quando você decide por fugir deles. Eu não fugi, admito, mas os escondi dentro de mim, e por fim, eles foram apagados do Mundo. Não de mim, isso seria impossível. Mas como disse, eles te encontram, e aí não tem volta. É sua escolha realizar seus sonhos ou abandoná-los, para somente existir.
Não engano aos outros, mas aprendi também que seus planos precisam ser mantidos em segredo até o momento certo.
Tanta alegria.
Tanta dor.

Eu preciso dizer, com minhas palavras e minha mente livre de pesos.
Eu tenho um segredo.
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